domingo, 16 de outubro de 2011

Serial Killers Mais Cruéis do mundo

O que é um serial killer?

Um assassino em série (também conhecido pelo nome em inglês, serial killer) é um tipo de criminoso de perfil psicopático que comete crimes com frequência, muitas vezes seguindo um método e não raro deixando sua “assinatura”. Curiosamente, os Estados Unidos, que possúem menos de 5% da população mundial, produziram 84% de todos os casos conhecidos de serial killers desde 1980. Muitos dos capturados aparentavam ser pessoas respeitáveis, atraentes, bem sucedidos e membros ativos da comunidade, até que seus crimes foram descobertos.


 Veja  o rosto dessas bestas humanas:

Luis Alfredo Garavito Cubillos 
 

Luis Alfredo Garavito Cubillos, conhecido como “La Bestia” (“A Besta”) nascido na Colômbia, em 25 de janeiro de 1957, estuprador e serial killer. Ele é o mais velho de sete irmãos, e aparentemente sofreu física e abuso emocional por seu pai. Em seu depoimento, ele contou ter sido vítima de abuso sexual quando criança. Em 1999, confessou o estupro e assassinato de 140 meninos.  O número de suas vítimas pode, no entanto, ultrapassar 300. Foi descrito pela imprensa como “o pior assassino em série do mundo” por causa do grande número de vítimas. Uma vez capturado, foi considerado culpado em 138 dos 172 casos, os outros estão em andamento. As sentenças para estes 138 casos foi de 1.853 anos e 9 dias. No entanto, devido às restrições de direito colombiano, ele não pode cumprir mais de 30 anos. Além disso, porque ele ajudou as autoridades a encontrar os corpos, sua pena foi reduzida para 22 anos.

Os crimes 

As vítimas de Garavito eram crianças pobres, filhos de camponeses, ou crianças de rua, com idades entre 6 e 16 anos. Garavito se aproximava deles na rua ou no campo e oferecia-lhes presentes ou dinheiro. Depois de ganhar a sua confiança, ele levava as crianças para um passeio e abusava sexualmente delas. Depois de estuprá-las, ele cortava suas gargantas e amputava braços e pernas dos cadáveres. Muitas foram decapitadas completamente. A maioria dos corpos apresentava sinais de tortura.


O Maníaco Do Parque

Francisco De Assis Pereira

Conde

O Maníaco do Parque, apesar de não ter matado centenas de pessoas, chocou o Brasil como um serial killer brutal. O parque é o Parque do Estado, situado na região sul da cidade de São Paulo. Uma pesquisa mostrou que esse é o caso policial mais lembrado pelos brasileiros. Francisco de Assis Pereira, que era motoboy, estuprou, torturou e matou pelo menos seis mulheres e atacou outras nove no ano de 1998. A polícia descobriu vários corpos, torturados, estrangulados, alguns nus, no parque.


A pista

Quando virou suspeito dos crimes, desapareceu. Um dia, seu ex-chefe percebeu que havia algo de errado com o vaso sanitário da empresa. Tentou consertar duas vezes, mas não conseguiu. Quebrou o encanamento e descobriu um bolo de papéis queimados, misturados aos restos de um churrasco feito no final de semana anterior, no cano de saída da privada. Entre as coisas que o empresário recolheu do cano estava a carteira de identidade de Selma Ferreira Queiroz, uma das vítimas, parcialmente queimada. Isso alertou o ex-patrão, que comunicou a polícia.


O método

Quando capturado, o Maníaco do Parque disse que era muito simples convencer suas vítimas. Segundo ele, bastava falar aquilo que elas queriam ouvir. Francisco cobria as garotas de elogios, se identificava como um caça-talentos de uma importante revista, oferecia um bom cachê e convidava as moças para uma sessão de fotos em um ambiente ecológico. Elas aceitavam e lá, ele as estuprava e matava. Ele mudou várias vezes o número de mulheres que matou, mas chegou a mencionar 15. Preso, o motoboy afirmou que havia sido abusado por uma tia materna, o que o fez desenvolver uma “fixação por seios”. Já mais velho, teria sido assediado por um patrão, passando então a ter relações homossexuais. Disse ainda que teve uma namorada “gótica” que quase arrancou seu pênis com a boca. Por causa desse episódio, ele passou a sentir dor nas relações sexuais, fato confirmado por vítimas que sobreviveram.

Nação

No total, foi sentenciado a 271 anos de prisão. No entanto, de acordo com a lei brasileira, ninguém pode ficar mais de 30 anos preso. No mês posterior à sua prisão, em 1998, o motoboy recebeu mais de mil cartas de mulheres apaixonadas por ele, segundo Gilmar Rodrigues, autor do livro “Loucas De Amor – Mulheres Que Amam Serial Killers E Criminosos Sexuais”.


 Charles Manson

Charles Milles Manson (Cincinnati, 12 de novembro de 1934). Líder de um grupo satanista que cometeu vários assassinatos, entre eles o da atriz Sharon Tate, grávida, esposa do diretor de cinema Roman Polanski. Filho de uma prostituta, ainda criança Manson passou a frequentar reformatórios juvenis pelos quatro cantos dos Estados Unidos. Em 1967, Manson saiu da prisão aos 33 anos, tendo permanecido preso desde os 9 anos. Em1968, ele formou uma comunidade alternativa emSpahn Ranch, perto de Los Angeles. Manson tinha idéias grandiosas e um grupo de amigos e admiradores, conhecidos como Família Manson. Esses eram jovens, homens e mulheres de famílias ricas, que não tinham bom relacionamento com seus familiares e que por isso passaram a morar nas ruas da Califórnia. Alguns dos admiradores de Manson o consideravam uma reencarnação de Jesus Cristo.

Agosto Negro

Em 9 de agosto de 1969, um pequeno grupo de conhecidos de Charles Manson invadiu uma casa alugada por Roman Polanski em Cielo Drive, 10050, Bel Air, assassinando sua esposa Sharon Tate — que estava grávida — e mais quatro amigos do casal. Segundo a polícia de Los Angeles, na cena do crime grandes quantidades de drogas haviam sido encontradas. As vítimas foram baleadas, esfaqueadas e espancadas até a morte, e o sangue delas foi usado para escrever mensagens nas paredes. Em uma delas foi escrito Pigs (“porcos”, em inglês). Na noite seguinte, o mesmo grupo invadiu a casa de Rosemary e Leno LaBianca, matando o casal. As mensagens escritas na parede da casa com o sangue das vítimas foram “Helter Skelter“, “Death to pigs” e “Rise“. Os assassinatos de Sharon Tate, seus amigos e do casal LaBianca por membros da “Família Manson” ficaram conhecidos como Caso Tate-LaBianca. Segundo o promotor do caso, Vincent Bugliosi, os assassinatos teriam sido planejados por Charles Manson, apesar de ele não estar presente em nenhum dos dois casos.

Teoria delirante

Bugliosi elaborou uma teoria chamada Helter Skelter”, onde o objetivo dos assassinatos seria começar uma guerra que, segundo ele, seria a maior já travada na Terra, denominada de “Helter Skelter”. O nome corresponde ao título de uma música dos Beatles onde, segundo o promotor, havia uma enorme quantidade de mensagens subliminares que influenciaram as ideias de Manson. Seria uma guerra entre negros brancos, em que os brancos seriam exterminados pelos negros. Nessa teoria, o assassinato dos famosos de Hollywood levariam a uma breve acusação de algum negro, fazendo com que os confrontos explodissem logo. Bugliosi afirmou que durante essa guerra, como Manson e sua “Família” eram todos brancos, planejavam esconder-se em um poço, supostamente denominado por Manson como “poço sem fundo”, em algum lugar no deserto californiano, assim que a suposta guerra começasse. Após os conflitos, Manson e sua “Família” voltariam do deserto.


Condenação

Charles Manson, então com 37 anos, foi acusado de seis assassinatos e levado à Justiça, juntamente com ’Tex’ Watson, Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van Houten, de 19 anos . Manson alegou não ter participação em nenhum deles. Ele conseguiu provar isso, mas Bugliosi convenceu o juri popular que Manson poderia ter influenciado os jovens a matar. Após o julgamento, Manson declarou o seu ódio profundo pela Humanidade, chamando os membros de sua “Família” de rejeitados pela sociedade. A promotoria se referiu a ele como “o homem mais maligno e satânico que já caminhou na face da Terra” e o quinteto foi sentenciado à morte em 1971. Mas, com a mudança nas leis penais do Estado, em 1972, a pena foi alterada para prisão perpétua. Vale lembrar que Charles Manson, em suas entrevistas ainda no corredor da morte, costumava deixar claro que sabia que não iria ser executado. Segundo ele, a sua inocência seria o suficiente para escapar da execução.

Atualmente 

Desde a década de 1980, Manson e alguns de seus companheiros, alguns ainda da época dos assassinatos Tate-LaBianca, mas que não tiveram envolvimento com os crimes, têm trabalhado em um projeto conjunto conhecido internacionalmente como ATWA (do acrônimo em inglês Air, Trees, Water, Animals), uma referência ao Ar, às Árvores, à Água e aos Animais, o sistema de suporte de vida do planeta Terra. Manson, de dentro da Corcoran State Prison, na Califórnia, dirige pessoalmente o movimento. Em abril de 2009, em um processo de internacionalização do projeto, surgiu na Internet o website ATWA Brasil, introduzindo a filosofia de ATWA em língua portuguesa e abrindo um canal de comunicação do Brasil com Charles Manson. A ATWA Brasil está em contato com Manson diariamente, e tem postado cartas, vídeos e gravações de ligações telefônicas recentes em que Charles Manson discute a questão de ATWA focando no Brasil. O movimento também convida brasileiros a integrarem a batalha pela restauração da ordem natural”. Manson tem direito de, a cada cinco anos, ser ouvido quanto à possibilidade de liberdade condicional. Manson nem sempre comparece às audiências e, quando comparece, ofende os oficiais da audiência e faz piadas sobre a formalidade do processo. Ele permanece encarcerado na Corcoran State Prison, Califórnia, em unidade especial de isolamento da penitenciária, onde também se encontra cumprindo prisão perpétua o assassino do senador Robert Kennedy, Sirhan Sirhan. Sua última tentativa em audiência, negada novamente, foi em 2007. A próxima será em 2012.



Amelia Elizabeth Hobley Dyer



 Amelia Elizabeth Hobley Dyer (1838 – 1896) foi uma assassina de bebês de Victorian, Inglaterra. Foi julgada por apenas um assassinato, mas não há dúvida de que foi responsável por muito mais mortes, possivelmente mais de 400, ao longo de 20 anos. Sua infância foi marcada pela doença mental de sua mãe. Amelia foi obrigada a cuidar dela, até que a sua morte, delirando, em 1848.

Enfermagem
Durante dois anos, depois de se casar, ela aprendeu enfermagem com um enfermeiro, um trabalho visto como respeitável, e tornou-se competente no ofício. Do contato com uma parteira, Ellen Dane, ela aprendeu a realizar partos, uma maneira mais fácil de ganhar a vida usando sua própria casa para fornecer alojamentos para mulheres jovens que tinha engravidado de forma ilegítima. Ela cobrava um raxa das mães e entregava os bebês para adoção ou, quando isso não era possível, deixava que eles morressem por abandono e desnutrição e abusava sexualmente delas. O assassinato mais famoso foi, possivelmente, de Doris Marmon. Evelina Marmon deu à luz uma filha ilegítima, que entregou para Dyer. O bebê foi trazido para a casa da filha de Dyer, onde ela matou Doris amarrando seu pescoço em uma fita.

Confissão
Em 22 de maio de 1896, Amelia Dyer apareceu no Old Bailey e se declarou culpada por um único assassinato, o de Doris Marmon. Sua família e conhecidos testemunharam em seu julgamento. O júri levou apenas quatro minutos e meio para declará-la culpada. Em suas 3 semanas na cela dos condenados, encheu cinco cadernos com a sua confissão. Foi enforcada na prisão de  Newgate, na quarta-feira, 10 de junho de1896.


Erzsébet Báthory



 Erzsébet Báthory foi uma  condessa  húngara da renomada família Báthory que entrou para a História por uma série de crimes hediondos ligados à sua obsessão pela beleza física. Ficou conhecida como “A condessa sangrenta” e “A condessa Drácula”. A maior parte de sua vida foi passada no Castelo Čachtice, perto da cidade de Vishine, a nordeste do que é hoje Bratislava. Foi criada na propriedade de sua família em Ecsed, na Transilvânia.

Casamento

Vaidosa e bela, Erzsébet ficou noiva do conde Ferenc Nádasdy aos onze anos de idade. Em 1574, ela engravidou de um camponês quando tinha apenas 14 anos. Quando sua gravidez se tornou visível, escondeu-se até a chegada do bebê. O casamento ocorreu em maio de 1575. O conde Nadasdy era militar e, frequentemente, ficava fora de casa por longos períodos. Nesse meio tempo, Erzsébet assumia os deveres de cuidar dos assuntos do castelo da família Nadasdy.

Sadismo
  
Foi a partir daí que suas tendências sádicas começaram a revelar-se – com o disciplinamento de um grande contingente de empregados, principalmente mulheres jovens. Na época, o comportamento cruel e arbitrário dos poderosos para com os criados era comum. A crueldade de Erzsébet era conhecida de todos. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava todas as desculpas para infligir castigos, deleitando-se na tortura e na morte de suas vítimas. Espetava alfinetes em vários pontos sensíveis do corpo das suas vítimas, como, por exemplo, sob as unhas e nos órgãos sexuais. No inverno, executava suas vítimas fazendo-as se despir e andar pela neve, despejando água gelada nelas até morrerem congeladas. Seu marido juntava-se a ela nesse tipo de comportamento sádico e lhe ensinou algumas modalidades de punição, como despir uma mulher e cobrir o seu corpo com mel, deixando-o à mercê de insetos.

Viuvez

O conde Nádasdy morreu em 1604, e Erzsébet mudou-se para Viena. Passou também algum tempo em sua propriedade de Beckov e no solar de Čachtice, ambos localizados onde é hoje a Eslováquia. Esses foram os cenários de seus atos mais famosos e depravados. Nos anos que se seguiram à morte do marido, a companheira de Erzsébet no crime foi uma mulher de nome Anna Darvulia, a respeito de quem pouco se sabe. Quando Darvulia adoeceu, Erzsébet se voltou para Erzsi Majorova, viúva de um fazendeiro local, seu inquilino. Majorova parece ter sido responsável pelo declínio mental final de Erzsébet, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre suas vítimas das quais bebia o sangue. Em virtude de estar tendo dificuldade para arregimentar mais jovens como servas à medida que os rumores sobre suas atividades se espalhavam pelas redondezas, Erzsébet seguiu os conselhos de Majorova. Em 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o fato dizendo que fora suicídio.

Prisão e morte

No início do verão de 1610, tiveram início as primeiras investigações sobre os seus crimes. Todavia, o verdadeiro objetivo das investigações não era conseguir uma condenação, mas sim confiscar-lhe os bens e suspender o pagamento da dívida contraída ao seu marido pelo rei. Erzsébet foi presa no dia 26 de dezembro de 1610. O julgamento teve início alguns dias depois, conduzido pelo Conde Thurzo. Uma semana após a primeira sessão, foi realizada uma segunda, em 7 de janeiro de 1611. Nesta, foi apresentada como prova uma agenda encontrada nos aposentos de Erzsébet, a qual continha os nomes de 650 vítimas, todos registrados com a sua própria letra. Seus cúmplices foram condenados à morte, sendo a forma de execução determinada por seus papéis nas torturas. Erzsébet foi condenada à prisão perpétua, em solitária. Foi encarcerada em um aposento do castelo de Čachtice, sem portas ou janelas. A única comunicação com o exterior era uma pequena abertura para a passagem de ar e de alimentos. A condessa permaneceu aí os seus três últimos anos de vida, tendo falecido em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras dos Báthory, em Ecsed.

Julgamento e documentos

No julgamento de Erzsébet, não foram apresentadas provas sobre as torturas e mortes, baseando-se toda a acusação no relato de testemunhas. Após sua morte, os registros de seus julgamentos foram lacrados, porque a revelação de suas monstruosidades constituiria um escândalo para a comunidade húngara. O rei Matias II proibiu que se mencionasse seu nome nos círculos sociais. Cem anos mais tarde, um padre jesuíta, László Turoczy, localizou alguns documentos originais do julgamento e recolheu histórias que circulavam entre os habitantes de Čachtice. Turoczy incluiu um relato de sua vida no livro que escreveu sobre a história da Hungria. O livro sugeria a possibilidade de Erzsébet ter-se banhado em sangue. Publicado no ano de 1720, o livro surgiu durante uma onda de interesse pelo vampirismo na Europa oriental.

Lendas

Diz-se que, certo dia, a condessa, já sem o frescor da juventude, estava sendo penteada por uma jovem criada, quando esta puxou os seus cabelos acidentalmente. Erzsébet espancou-a violentamente. O sangue espirrou e algumas gotas caíram na sua mão. Ao esfregar o sangue, pareceu-lhe que este a rejuvenescia. Foi após esse incidente que passou a banhar-se em sangue humano. Reza a lenda que, em um calabouço, existia uma gaiola pendurada no teto construída com lâminas, ao invés de barras. A condessa se sentava em uma cadeira embaixo desta gaiola. Então, era colocado um prisioneiro na gaiola e um guarda espetava e atiçava o prisioneiro com uma lança. Este se debatia, o que fazia com que se cortasse nas lâminas da gaiola e o sangue derramado dos cortes banhava Erzsébet.


Pedro Lopez
 

 De longe, um dos assassinos mais prolíficos de todos os tempos, o “Monstro dos Andes” massacrou pessoas suficientes para encher uma pequena cidade. Depois de matar cerca de 100 mulheres tribais no Peru na década de 1970, ele foi detido por forças tribais que estavam prontas para executá-lo quando foram convencidas por um missionário americano que estava hospedado com eles a levá-lo à polícia. Infelizmente, a polícia deixou Lopez ir, e ele viajou ao Equador, onde passou a matar cerca de 3 a 4 meninas por semana, alegando que no Equador elas eram “mais gentis e confiantes, mais inocentes”. Isso continuou até que ele foi pego, em 1980, mas a polícia ainda não tinha certeza de sua culpa. Uma enchente descobriu uma vala comum onde ele tinha escondido muitas de suas vítimas, que levou à sua prisão. No entanto, o governo do Equador o liberou em 1998, por “bom comportamento”.


Darya Nikolayevna Saltykova
 
 
Darya Nikolayevna Saltykova  (1730-1801) foi uma “nobre” russa e  serial killer,  que se tornou famosa por torturar e matar mais de 100 de seus servos, a maioria mulheres e meninas. Ela ficou viúva com 26 anos de idade. Com a morte do marido, herdou uma grande propriedade, onde morava com seus dois filhos e inúmeros escravos. Muitas queixas logo chegaram às autoridades a respeito de mortes estranhas na propriedade. Mas as denúncias foram ignoradas, ou até resultaram em punição para os queixosos, porque Saltykova era bem relacionada com os poderosos da corte real.

Investigação

Mas os parentes das mulheres assassinadas apresentaram uma petição à imperatriz Catarina II e ela decidiu investigar o caso. As autoridades realizaram uma investigação meticulosa, questionando muitas testemunhas e examinando os registros da propriedade. Os peritos relataram 138 mortes suspeitas, a maioria atribuída a Saltykova. A investigação conduziu à prisão dela em 1762. Foi considerada culpada, mas a Imperatriz não sabia como puni-la, pois a pena de morte tinha sido abolida na Rússia em 1754, e ela precisava do apoio da nobreza.

Condenação

Em 1768, Saltykova foi acorrentada a uma plataforma em Moscou durante uma hora, com um sinal no pescoço com o texto: Esta mulher é uma torturadora e assassina.  Depois foi condenada à prisão perpétua e enviada ao Convento Ivanovsky, em Moscou, onde foi confinada ao porão. Quando morreu, foi enterrada ao lado de seus parentes no Mosteiro Donskoy.


Harold Frederick Shipman -'' A morte em pessoa''



A personalidade

Por trás dos óculos que lhe davam um aspecto sério e confiável, pequenos olhos cinzentos inexpressivos e um silêncio obstinado, a personalidade do médico Harold Shipman, um dos maiores assassinos em série da história, será sempre tão misteriosa quanto os seus motivos. O clínico-geral de 57 anos de idade, apelidado de “Doutor Morte”, condenado à prisão perpétua em janeiro de 2000 pelo assassinato de 15 de seus pacientes, matou na realidade pelo menos 215, e talvez até 260, entre 1975 e 1998, segundo uma investigação polocial. Seus pacientes tinham total confiança nele e o chamavam carinhosamente de Fred”. Durante os quatro meses de duração de seu julgamento, não foi possível estabelecer um motivo claro para os assassinatos, porque o médico sempre negou friamente os crimes. Embora tenha falsificado o testamento de uma de suas pacientes, os investigadores descartaram a motivação financeira. Casado e pai de quatro filhos, no ano de sua prisão, em 1998, 3.000 nomes constavam no arquivo de seu consultório.

A frieza

            Ele se manteve absolutamente imperturbável durante todo o processo, fraquejando apenas uma ou duas vezes diante da apresentação de provas irrefutáveis de que havia injetado doses fatais de veneno em seus pacientes. O advogado de defesa alegou o cansaço de seu cliente para justificar sua calma. O acusado negou todas as acusações e em nenhum momento manifestou remorso pelos seus crimes.

A imprensa

            Sem conseguir compreender suas motivações, a imprensa o classificou de “demônio”, “novo doutor Hyde” e até de “Mengele britânico”, como o chamou o “Times”, que não hesitou em compará-lo ao monstruoso carrasco de Auschwitz.
Trauma materno
 
           Nascido em 14 de janeiro de 1946, numa família de operários, Shipman acompanhou aos 17 anos a lenta agonia de sua mãe, Vera, que morreu de câncer de pulmão. Quando não existiam mais esperanças, viu os médicos injetarem doses diárias de morfina em sua mãe para aliviar o sofrimento. A maioria das vítimas de Shipman era formada por mulheres, todas de idade mais ou menos avançada. As autópsias revelaram que elas receberam grandes doses de morfina, droga que o médico possuía em abundância, segundo a polícia.

Primeira vez

Shipman matou pela primeira vez em 1975, apenas um ano depois de ter começado a exercer a profissão, e continuou cometendo crimes até sua prisão, em 7 de setembro de 1998. Das vítimas, 171 eram mulheres e 44 homens. A mais jovem era um homem de 41 anos, e a mais velha, uma senhora de 93. Na cidade de Hyde, onde se instalou em 1977, Shipman matou 214 de suas 215 vítimas confirmadas. Sua rotina homicida se acelerou em 1992, quando resolveu clinicar sozinho após brigar com os colegas com quem dividia consultório. O médico matou 16 pacientes em 1993, 11 em 1994, 30 em 1995, 30 em 1996 e 37 em 1997. Em 1998 voltou a matar mais 18 vezes, até ser descoberto por ter falsificado o testamento de uma de suas pacientes e vítimas, Kathleen Grundy. Esta foi a única vez em que o motivo do crime pareceu ser financeiro, a menos que se tratasse de uma forma inconsciente de autodenúncia.
                                              
Delírio
                                       
No início da investigação, Shipman teria confessado o “desejo de controlar a vida e a morte”. Os especialistas acreditam que ele talvez tenha ficado alucinado ao sentir que possuía o poder de controlar a vida. “Sou um ser superior”, ele declarou a um policial, antes de iniciar o silêncio que manteve desde então.


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